A narrativa

O conto de nome Trajetória apresenta Pablo (cujo nome nunca é dito), que sai de casa e começa a percorrer as ruas de Porto Alegre durante um dia inteiro, conhecendo bares, bêbados, mendigos performers, velhos corredores, prostitutas, velhas indignadas. Entre momentos que alternam ação real e fruto da imaginação de Pablo, pode-se observar ecos de Ulisses, de James Joyce, em uma jornada que não tem objetivo definido senão escrever uma trajetória própria no cenário urbano. Ao contrário do herói joyceano, no entanto, Pablo não retorna para casa e lá não há nenhum filho lhe esperando.

Leia o conto abaixo. Use as setas na parte inferior direita para percorrer todos os trechos.

Um conto dividido em 17 trechos, aplicado em cartazes lambe-lambe em pontos pré-determinados da cidade de Porto Alegre. Uma narrativa metalingüística colocando a literatura nas ruas.

Alessandro Garcia, é publicitário e escritor. Autor de A sordidez das pequenas coisas, indicado ao Prêmio Jabuti 2011, também publicou nos livros Cenas de Oficina (Unidade Editorial, 2000), Ficção de Polpa Vol. 1 (Fósforo, 2007; Não, 2008) e Ficção de Polpa Vol. 3 (Não, 2009). Redator na REDE106, em São Paulo.

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